quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PRECISO DE ALGUÉM...

Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.

Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado, alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odia-lo por isso.

Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nesta coisa misteriosa, desacreditada, quase impossivel de encontrar: A amizade.

Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.

Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja pouco para as suas necessidades.

Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo".

Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma amizade verdadeira, a vida torna-se mais simples, mais rica e mais bela...

Charlie Chaplin

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 8 de agosto de 2010

BALANÇAR


Pedes-me um tempo, para balanço de vida.
Mas eu sou de letras, não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,balançar até dar balanço
e sair..
Pedes-me um sonho, para fazer de chão.

Mas eu desses não tenho, só dos de voar.
Agarras a minha mão com a tua mão

e prendes-me a dizer que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde e não ter
nem sentir o vento ardente
a soprar o coração...
Pedes o mundo

dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão, o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.
Pedes-me um sonho

para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.
E agarras a minha mão

com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer, mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ternem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.

Chão - Mafalda Veiga

Poesia do Pé

Quem dá no pé quer fugir.
Ao pé da letra é resposta pronta, sem vacilação.
Quem aperta o pé só quer andar mais rápido.
Meter os pés é pagar favor com ingratidão...


Quem fala ao pé do ouvido quer conversa "em segredo".
Quem bate o pé é teimoso.
Quem bota o pé no mundo quer degredo.
Quem cai de pé é tinhoso...


Quem fica com o pé atrás é desconfiado.
Em pé de igualdade, de igual pra igual.
Se entra com o pé direito, quer ter sorte.
Se entra com o pé esquerdo, é azarado...


Quem lambe os pés, adula e bajula.
Se trata na sola dos pés, é grosseiro.
Quem não chega aos meus pés não tem importância,
É pé-de-chinelo, zé-ninguém sem dinheiro.


Se o negócio está de pé, é porque o acerto é mantido.
Se procuras um pé, buscas pretexto ou motivo.
Quem é pé-de-chumbo não progride na vida;
Mas se é pé-de-bode é trabalhador e prestativo.


Quem chega pé ante pé, vem com vagar, de mansinho;
Mas se é pé-de-guerra, cuidado que de lá vem chumbo!
Se vem pé-d'água, espere toró e aguaceiro.
Se é pé-de-vento é redemoinho...


Pé-de-gancho ou Pé cascudo é o diabo!
Quem mete o pé no estribo encaminha a viagem;
Já pé-quente é o motorista ligeiro.
Que mete o pé na tábua quando some na paisagem.


Se digo pé-de-página falo de rodapé de livro.
Já pé-de-moleque é doce de rapadura.
Para o pedreiro coluna de casa é pé-direito.
E pé-duro é caipira da roça, sem cultura...


Pé na cova é o doente nas últimas.
Azarado e sem sorte chamam de pé-frio.
Quem se arruína mete o pé no atoleiro.
Acaba pé-rapado, sem dinheiro nem brio.
Quem pisa no pé quer provocação;


Mas quem tem tirocínio, tem sempre os pés-no-chão... !

A Poesia é de Alexandre Pelegi, mas o pé é meu.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

depois....

Convencemo-nos de que a vida será melhor depois...

Depois de terminar o curso,
depois de conseguir trabalho,
depois de casarmos,
depois de termos um filho,
e então, depois de termos outro.


Logo sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos não são suficientemente grandes,
e pensamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixarem de ser meninos,
depois desesperamo-nos porque são adolescentes, difíceis de aturar.
Pensamos: Seremos mais felizes quando deixarem essa fase.


Logo decidimos que nossa vida será completa quando o nosso cônjuge estiver melhor, quando tivemos um carro melhor, quando pudermos ir de férias, quando conseguirmos progredir, quando nos reformarmos.


A verdade é que NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE AGORA MESMO.


Se não for agora, será quando? A vida estará sempre cheia de logros, de desafios. É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora de todas as formas. Não há um truque, nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é AGORA.


APROVEITA CADA MOMENTO QUE VIVES


E aproveita bem, por tê-lo partilhado com alguém especial; tão especial que o levas no teu coração, recorda que: O TEMPO NÃO ESPERA.


Assim, deixa de esperar até que termines a Universidade, até que saias de casa, até que te apaixones, até que encontres trabalho, até que te cases, até que tenhas filhos, até que te divorcies, até que percas esses dez quilos...


...até sexta à noite ou até domingo de manhã, até à Primavera,ao Verão, ao Outono ou ao Inverno, ou até que morras, para decidir que não há melhor momento do que, justamente, ESTE PARA SERES FELIZ!


A FELICIDADE É UM TRAJECTO, NÃO É UM DESTINO.


TRABALHA COMO SE NÃO NECESITASSES DE DINHEIRO,
AMA COMO SE NUNCA TE TIVESSEM MAGOADO,
E DANÇA COMO SE NINGUÉM TE ESTIVESSE A VER.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Começar de novo...

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança
Todo o mundo! composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o choro de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto
Que não se muda já como sorria.

Grande amigo,
Gonçalo Almeida

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

tantra totem...

8. Nunca ria dos sonhos dos outros,
quem não tem sonhos tem muito pouco.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sou...

Sou o quê?

Não sou flor, mas “murcho” como elas quando não tenho amor, carinho, se não me estimularem, provocarem, “picarem”...

Mas não sou flor de estufa, não me dêem tudo ou morro na mesma,
que tipo de flor serei?

Talvez erva daninha, talvez silvestre, talvez uma “flor” do mar?!
Se me tocam fecho-me, mas também me abro e me solto!

Vivo presa à rocha, odeio vaguear!

Mas eu quero vaguear, quero ser alga, quero andar ao sabor da corrente
e conhecer todos os peixes do mar!

Saboreá-los, saltitar de um para outro,
sem olhar para trás, sem pensar!

Porque não?!

Eu quero!

Quero ser planta aérea, sem raízes fixas à terra,
gosto de desatinar, adoro desatinar,
mas até para desatinar sou “atinada”!

alguém me explica o que sou então???
Mulher/Bicho?
Flor/Cacto?
Gato/Cão?
Presença/Ausência?
Sim/Não?
Branco/Preto?
Ar/Terra?
Água/Fogo?
Doce/Salgado?
Amor/Ódio?
SEXO/sexo?
Alegria/Tristeza?
Bom/Mau?
Riso/Lágrima?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

DEFICIÊNCIAS por Mário Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre.

domingo, 30 de dezembro de 2007

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

You could buy me diamonds or pearls...


But you can't buy my love...

Sometimes the road of love is never to far...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Chico Buarque de Holanda & Mina



Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente
do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto
era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto,
pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços
como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça
e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz.

Valsinha
Poema de Vinicius de Moraes

terça-feira, 4 de dezembro de 2007



Quero sempre poder ter um sorriso estampado no meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...









Certezas
Mário Quintana

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ciao Bella



Turquoise Marilyn 1962
serviu de inspiração a um artista plástico americano, Andy Warhol um dos iniciadores e expoentes da POP ART.